Airlon Jaques
Educador Físico, Gestor Público e Escritor.
Instagram: @airlonjaques
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Cessão de estruturas para socializar o esporte
Itajaí tem terrenos e espaços públicos que hoje estão subutilizados ou simplesmente abandonados, servindo de depósito de lixo ou mato. Transformar esses lugares em polos esportivos seria um ganho social imenso. A proposta é que a Fundação Municipal de Esportes e Lazer (FMEL) abra chamamentos públicos para que organizações da sociedade civil assumam a gestão desses espaços por meio de projetos sociais sem fins lucrativos.
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Itajaí tem sua Lei de Incentivo ao Esporte baseada no repasse de parte do ISS das empresas. O modelo, em teoria, estimula a iniciativa privada a investir no esporte municipal, já que a empresa decide qual projeto apoiar entre os que foram aprovados pela Fundação Municipal de Esportes e Lazer. Para 2025, por exemplo, foram previstos R$ 1,55 milhão em recursos, contemplando desde escolinhas de iniciação esportiva até eventos e capacitação de técnicos.
Na prática, o gestor esportivo enfrenta um obstáculo que não deveria existir. Uma vez aprovado o projeto, ainda precisa ir de porta em porta nas empresas da cidade pedindo apoio. Muitas vezes, o contato é demorado, desgastante e acaba frustrando expectativas. Há relatos de projetos de qualidade que ficam sem execução porque não conseguiram atrair nenhuma empresa, mesmo com recurso já previsto em orçamento municipal.
O resultado desse desenho é que parte significativa do valor autorizado não chega às entidades. Estima-se que quase metade do montante anual disponibilizado acaba não sendo captado, o que significa menos bolsas, menos escolinhas, menos competições e menos oportunidades. É um contrassenso: o dinheiro existe, está autorizado, mas não chega ao destino porque o processo foi desenhado de forma ineficiente.
A reforma tributária
Itajaí estaria novamente na vanguarda com essa mudança, pois em breve entrará em vigor a unificação do ICMS e do ISS no novo imposto chamado Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá os dois gradualmente até 2033. Com isso, o modelo atual da Lei de Incentivo ao Esporte, que depende da renúncia fiscal de empresas via ISS municipal, ficará inviável, já que esse tributo deixará de existir como ele é hoje. Portanto, antecipar essa adaptação por meio do FAMESPI e garantir a destinação de orçamento direto é essencial.
A solução é simples e lógica. Em vez de obrigar os gestores esportivos a “passar o pires” nas empresas, o município deveria depositar esse valor diretamente no Fundo de Esportes. Assim, os projetos aprovados receberiam o recurso automaticamente, de acordo com a ordem de mérito definida no edital. A origem do recurso continuaria sendo a mesma, proveniente da renúncia de ISS, mas a transferência se tornaria direta, sem a intermediação das empresas.
O atual modelo abre margem para distorções. Há quem diga que algumas empresas exigem retorno financeiro disfarçado, um “cash back” por terem apoiado determinado projeto. Esse tipo de suspeita mina a credibilidade de toda a política pública. Além disso, a justificativa de envolver as empresas como incentivo à participação privada não se sustenta na prática. Não existe contrapartida real, já que o recurso vem integralmente do cofre municipal. O papel da empresa é apenas intermediar, sem colocar nada do próprio caixa.
Isso não significa afastar as empresas do esporte. Pelo contrário, elas podem e devem se envolver de forma genuína, com recursos próprios e dentro da legalidade. Há espaço para contribuições espontâneas ao Fundo de Esportes, contratação de publicidade em espaços esportivos e nas mídias digitais da fundação, além da compra de espaços publicitários nos polos, nas escolinhas e até em uniformes de entidades beneficiadas por programas da FMEL. Tudo isso, sempre por meio de chamamentos públicos transparentes, garante visibilidade justa para a marca e, ao mesmo tempo, reverte cada real em política pública estruturada para o esporte municipal.
Itajaí já provou ser pioneira em políticas esportivas e pode novamente demonstrar liderança com essa mudança, inspirando o estado e até o governo federal, que possuem programas similares. Transferir os recursos diretamente para o Fundo de Esportes é dar eficiência, transparência e justiça ao processo. O esporte municipal não pode continuar perdendo metade do que está previsto por conta de um modelo ultrapassado. É hora de cortar o caminho que não funciona e colocar o recurso direto onde ele sempre deveria estar: nas mãos de quem faz o esporte acontecer.
Airlon Jaques
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A Operação Armlock é uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal que apura supostas fraudes em convênios e termos de fomento da Secretaria de Esporte e Lazer do DF; a operação teve nova fase em setembro com mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Goiás, o que demonstra que o caso segue em curso e que ainda existem brechas significativas nos mecanismos de controle.
Segundo as apurações divulgadas, investigados teriam usado entidades de fachada, notas e documentos possivelmente falsos para justificar repasses, e parte dos recursos públicos destinados a eventos esportivos pode não ter sido efetivamente aplicada nas atividades prometidas, um padrão que corrói a finalidade social do fomento e desvia verba que deveria chegar a atletas e projetos de base.
A investigação envolveu mandados contra agentes políticos e dirigentes, com aparição de nomes ligados a eventos de jiu-jitsu em algumas apurações, e isso é um alerta para prefeitos e secretários municipais; convênios exigem comprovação objetiva da execução, checagens rigorosas e cautela antes de efetuar pagamentos.
Os valores apontados nas investigações alcançam centenas de milhões de reais ao longo dos exercícios analisados, e isso produz duas consequências graves; primeiro, recursos que deveriam financiar a base e a formação deixam de chegar aos beneficiários; segundo, patrocinadores e órgãos públicos passam a exigir controles mais rígidos ou a suspender repasses, ampliando a dificuldade de quem atua com seriedade.
Mesmo antes de decisões judiciais finais, o impacto é imediato para organizações sérias; editais e convênios se tornam mais lentos, a prestação de contas passa a consumir tempo e recursos, e doadores privados recuam por medo de associar suas marcas a riscos, tudo isso diminui a capacidade operacional de ONGs, clubes e federações que de fato entregam serviços à comunidade.
A solução não é encher processos de burocracia, mas adotar ferramentas práticas e legais que funcionam no dia a dia; relatórios padronizados e digitais reduzem erros e agilidade administrativa; o acompanhamento da execução pode se apoiar em registros simples enviados pelas próprias entidades, como listas de presença, fotos e vídeos curtos arquivados na plataforma da secretaria; fiscalizações presenciais devem ocorrer de forma pontual e sempre representando oficialmente o poder público; e a participação de universidades ou conselhos deve ficar na esfera de observação e denúncia, nunca como fiscalização com poderes públicos, porque apurações só podem ser formalizadas pelas autoridades competentes.
Operações como Armlock prejudicam profundamente as entidades sérias porque desviam energia para prestação de contas e defesa, corroem a confiança de patrocinadores e transferem para as organizações o custo de controles que deveriam ser compartilhados; ainda assim, essa crise pode se transformar em oportunidade se prefeituras e secretarias adotarem rotinas simples de verificação, transparência mínima e apoio técnico que protejam quem entrega resultado; a governança do esporte precisa evoluir sem sufocar a sustentabilidade das iniciativas que realmente servem ao público.
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O assédio em ambientes esportivos não são eventos isolados, são uma falha sistêmica que corrói projetos sociais, destrói vidas e mina a confiança na formação esportiva, por isso cabe ao gestor, ao professor e ao dirigente encarar a prevenção como prioridade absoluta.
Em São José, na Grande Florianópolis, um professor de educação física e instrutor de judô foi preso em flagrante após imagens de câmeras de segurança mostrarem abuso contra uma menina de 10 anos, o episódio reacendeu relatos antigos contra o mesmo profissional e expôs como pessoas próximas ao esporte podem repetir comportamentos predatórios sem que o sistema as detecte cedo.
A combinação de fatores é sempre parecida, ausência de seleção rígida e checagem de histórico, formação de cultura de silêncio nas instituições, falta de mecanismos de denúncia protegidos e fiscalização frouxa, além de contratos ou vínculos precários que incentivam a rotatividade sem responsabilização, tudo isso cria ambiente propício para que predadores encontrem oportunidades e escapem até que um flagrante ou denúncia pública os exponha.
Exigir verificação de antecedentes criminais para todo contratado e voluntário, ter cadastro nacional atualizado de reprovações e desligamentos por condutas de risco, instituir política clara de nunca deixar um adulto sozinho com criança sem visibilidade ou testemunha, obrigar o uso de câmeras em espaços comuns seguindo normas de privacidade, treinar e certificar todos os profissionais em salvaguarda e proteção infantil com renovação periódica, e criar canais de denúncia anônima com proteção ao denunciante e fluxo rápido para providências administrativas e legais.
Professores, mantenham rotina transparente de comunicação com famílias, evitem contatos isolados fora do ambiente institucional, documentem qualquer ocorrência por escrito com horários e testemunhas, participem de capacitações sobre limites profissionais e assédio, e exijam da direção políticas escritas de proteção, porque o comportamento preventivo cotidiano vale mais que qualquer defesa ex-post.
Toda instituição deve ter plano de resposta imediata, incluindo atendimento psicológico às vítimas e à família, afastamento cautelar do acusado com manutenção de direitos trabalhistas mínimos enquanto houver investigação, assistência jurídica e garantia de que o caso será encaminhado às autoridades competentes sem dissimulação, pois a confiança se reconstrói com acolhimento rápido e transparência.
Federações e prefeituras precisam adotar padrões mínimos nacionais, auditoria periódica de salvaguarda, exigência de certificação de profissionais e cláusulas em editais que suspendam repasses a entidades que não comprovem práticas seguras, porque a proteção não pode ficar ao arbítrio de cada gestor local.
Há diretrizes consagradas que funcionam como roteiro, entre elas as salvaguardas internacionais da UNICEF e os códigos e centros de SafeSport que mostram que combinar prevenção, denúncia acessível e investigação independente reduz dramaticamente os casos e assegura justiça para vítimas.
Prefeituras e federações podem, de imediato, adotar o cadastro municipal vinculado a certidões criminais, exigir câmeras e políticas de proteção em qualquer repasse, incluir cláusula de suspensão automática em editais diante de denúncia crível, e criar redes locais de apoio psicológico, essas medidas simples reduzem risco de ocorrência e mostram compromisso real.
Não se trata de desconfiar a todos, mas de proteger os mais vulneráveis, e isso exige coragem institucional. Se a nossa prioridade é formar cidadãos e não apenas atletas, então prevenção e resposta a assédios e violências têm de ser parte indissociável da gestão esportiva. Quem ama o esporte defende a sua integridade e protege as crianças com regras claras, vigilância ativa e responsabilidade coletiva.
Airlon Jaques
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Um desafio que cresce
A participação de atletas trans em competições esportivas já é uma das maiores polêmicas da atualidade. Não se trata apenas de biologia ou de regras técnicas, mas de justiça, inclusão e preservação da credibilidade das modalidades. Enquanto federações pelo mundo correm para estabelecer normas, o Brasil precisa se preparar para um debate que vai além do ativismo e exige equilíbrio entre ciência, direito e sensibilidade social.
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O Brasil vive um novo momento para o esporte adaptado. Programas como o Paradesporto Brasil em Rede e o relançamento do Segundo Tempo, agora com módulos inclusivos, abriram portas em diferentes estados. Universidades federais passaram a se conectar a núcleos regionais, oferecendo práticas adaptadas e capacitação gratuita, com prioridade para mulheres e meninas. Essa política pública, ainda recente, representa um salto importante no reconhecimento das pessoas com deficiência como protagonistas do esporte nacional.
Apesar do avanço, esses programas federais ainda não desembarcaram em Itajaí. Nenhum núcleo do Paradesporto Brasil em Rede está ativo na cidade e o Segundo Tempo inclusivo também não contemplou Santa Catarina. Para muitos municípios, isso significa esperar que a estrutura chegue em algum momento. Mas em Itajaí a realidade é diferente. A cidade não ficou parada e construiu, por iniciativa própria, um caminho sólido para o paradesporto antes mesmo de contar com políticas nacionais.
Itajaí se tornou referência estadual e nacional no paradesporto, resultado de uma construção que vem sendo feita há muitos anos. A cidade não só criou uma diretoria municipal dedicada à inclusão como também oferece Bolsa Atleta que contempla técnicos e paratletas. Além disso, já sediou eventos de grande impacto como o Parajesc, que reuniu centenas de estudantes com deficiência, e o Parajasc, com mais de mil atletas de todo o estado. Também recebeu o Festival Paralímpico Loterias Caixa e a ParaCopa Sesc, que lotaram espaços esportivos e mostraram que inclusão pode ser prática diária e não apenas discurso.
Mais do que números, o que Itajaí mostra é que inclusão pode ser feita com planejamento e coragem. Enquanto outras cidades ainda esperam os programas federais chegarem, aqui já existe uma rede de apoio que conecta atletas, técnicos e famílias. O resultado é visível nas quadras, piscinas e arenas, onde crianças e adultos com deficiência encontram no esporte uma chance de pertencimento, superação e futuro. Esse protagonismo coloca Itajaí em posição de vanguarda e serve de inspiração para outros municípios do Brasil.
Itajaí já se destaca como referência no paradesporto, mas ainda há espaço para ir além. O município construiu programas e sediou eventos que colocaram a cidade à frente de muitos outros, porém a chegada das iniciativas federais seria um reforço fundamental. Cabe agora à classe política local buscar em Brasília a inclusão de Itajaí nesses projetos nacionais, sem disputas partidárias, mas com foco no que realmente importa: ampliar as oportunidades para os paratletas e garantir que a cidade siga liderando esse movimento de inclusão pelo esporte.
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A era dos treinos genéricos está ficando para trás. Com a inteligência artificial, cada atleta pode ter um plano personalizado, ajustado em tempo real de acordo com seu desempenho físico, fadiga e até padrões de sono. Clubes de elite como Liverpool e Bayern de Munique já utilizam sistemas de IA para monitorar cargas de treino e prevenir lesões. Startups como Catapult Sports e Zone7 fornecem sensores e algoritmos que analisam milhares de dados invisíveis a olho nu e entregam relatórios que ajudam a aumentar a performance. É como se cada jogador tivesse um técnico invisível só para ele.
Clubes como Brentford, da Premier League, e Midtjylland, da Dinamarca, ficaram conhecidos pelo uso intensivo de algoritmos para contratar atletas. A IA não olha apenas para gols ou assistências, mas mede estatísticas ocultas como movimentação sem bola, pressão defensiva ou velocidade de reação em lances decisivos. Essa leitura fria e matemática já revelou talentos que passariam despercebidos ao olho humano e começa a se espalhar para outras ligas e esportes.
Se a arbitragem já mudou com o VAR, a tendência é ir além. A Copa do Mundo de 2022 estreou a tecnologia semiautomatizada de impedimento (SAOT), que usa inteligência artificial para mapear em tempo real o posicionamento dos jogadores com precisão de centímetros. O objetivo é reduzir erros e pressões externas. O desafio está em equilibrar justiça e emoção, porque até que ponto o torcedor aceita um jogo 100% controlado por máquinas?
A IA também mexe fora das quatro linhas. Plataformas como a NBA App e transmissões da Amazon Prime Video em jogos da NFL já utilizam algoritmos para sugerir estatísticas, cortes de melhores momentos e até transmissões personalizadas de acordo com o interesse do fã. O resultado é um consumo esportivo sob medida, que transforma cada torcedor em um espectador único.
A presença da inteligência artificial no esporte é inevitável e irreversível. Ela traz ganhos de precisão, eficiência e espetáculo, mas também levanta dilemas éticos e sociais. Se os clubes mais ricos têm acesso às melhores ferramentas, será que a desigualdade entre eles não vai crescer ainda mais? O certo é que a bola já está rolando sob os olhos atentos dos algoritmos, e o futuro do esporte será decidido também pelas máquinas.
O Projeto de Lei 3649/2020, de autoria do deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), teve parecer aprovado em 26 de agosto na CCJC e está prestes a seguir ao Senado. Ele determina que apenas pessoas certificadas por confederações nacionais poderão atuar como mestres ou instrutores de artes marciais, esportes de combate e defesa pessoal. Quando houver mais de uma entidade reguladora, apenas aquela que possuir reconhecimento internacional será autorizada a emitir a certificação válida. O projeto também prevê que profissionais condenados por danos morais ou materiais em sentença transitada em julgado poderão ter a certificação suspensa ou cancelada pela entidade responsável.
De um lado, os impactos positivos são claros. A categoria conquista um reconhecimento formal sem depender da obrigatoriedade de registro em conselhos de educação física. Isso significa maior autonomia, respaldo jurídico e segurança para projetos públicos ou privados que envolvam artes marciais. Além disso, cria-se uma padronização de critérios que evita disputas locais sobre quem pode ou não se intitular mestre ou instrutor. Por outro lado, há riscos evidentes. A exigência de vínculo com federações nacionais pode limitar o acesso e concentrar poder em poucas entidades, tornando o processo menos democrático. Professores de base comunitária ou que atuam de forma independente correm o risco de ficar de fora mesmo tendo anos de experiência prática. O efeito colateral pode ser o enfraquecimento de iniciativas populares que sempre foram importantes na difusão das modalidades.
O tema tem impacto direto em Itajaí. O município mantém o programa Bolsa Atleta, que também contempla técnicos e professores de artes marciais. Com a aprovação desse projeto, o programa terá que se adequar. Isso significa que diplomas e títulos de mestre não poderão mais ser aceitos apenas pela prática ou tradição local. A partir da nova lei será obrigatório que esses certificados venham de entidades nacionais ligadas à modalidade e, em caso de concorrência, apenas das que possuam reconhecimento internacional para a emissão do documento. Na prática, caberá à prefeitura conferir rigorosamente se a formação do professor é oficialmente reconhecida. Caso isso não ocorra, o município poderá ser considerado corresponsável por promover ou incentivar o exercício ilegal da profissão. Isso traz uma responsabilidade direta para o poder público, que não poderá mais flexibilizar critérios com base apenas em experiências anteriores ou vínculos informais.
Se aprovado, o PL 3649/2020 pode redesenhar o futuro das artes marciais no Brasil. Ao mesmo tempo em que cria uma base legal sólida, pode gerar exclusões indesejadas. Para cidades como Itajaí será necessário encontrar o equilíbrio entre respeitar a nova lei e manter o incentivo a projetos comunitários que sempre foram a alma do esporte de base. O debate está apenas começando. E, para mestres, instrutores e alunos, a mensagem é clara. O tempo da informalidade está chegando ao fim.
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