A Crise de Escassez e a Regra do Mais Forte
Ginásios municipais são o termômetro da política esportiva de uma cidade. Em Itajaí ou em qualquer município que invista no esporte, o equipamento multiuso vira o centro de um dilema gerencial. Como alocar tempo de forma justa e eficiente para o alto rendimento que precisa de exclusividade, para a base que forma o futuro e para a comunidade que busca lazer.
A Gestão Compartilhada como Saída
A Contribuição da Tecnologia e Adaptação
A Solução Passa pela Infraestrutura Inteligente
A gestão de tempo deve ser complementada pela gestão do espaço físico. Um ginásio principal com quadra oficial pode ser complementado por uma área adjacente com quadras menores ou uma sala multiuso para lutas e ginástica. É possível usar divisórias móveis em grandes salões para permitir que a base utilize parte do espaço simultaneamente ao alto rendimento. Mais do que isso a solução definitiva passa pela integração dos equipamentos públicos. O ginásio de ponta deve ter sua carga de base aliviada com a utilização estratégica de quadras de escolas municipais e espaços de lazer dos bairros ampliando o acesso e desafogando a demanda pelo centro.
O Foco no Retorno Social
A infraestrutura pública, como discutido recentemente no caso da Outorga Onerosa, é um investimento significativo que deve gerar o máximo de benefício social. O resultado esportivo importa, mas o uso eficiente desses recursos é uma obrigação de gestão. Priorizar a gestão não é um favor, é uma responsabilidade. O gestor atua como mediador, equilibrando a busca por medalhas com o direito ao esporte de participação. Transformar um ginásio multiuso de problema em solução exige clareza política, gestão baseada em dados e a capacidade de alinhar a estrutura física às necessidades da comunidade.
Airlon Jaques
Educador Físico Gestor Público e Escritor.
Instagram: @airlonjaques




