domingo, 19 de abril de 2026

Esporte: A Barreira Contra as Drogas em Itajaí

 


O Cenário Local e a Proteção Necessária

O avanço das drogas entre os jovens de Itajaí é uma realidade que exige ações concretas da gestão pública. A vulnerabilidade social nas periferias e a busca por aceitação tornam nossos adolescentes alvos fáceis. Nesse contexto, o esporte deixa de ser apenas lazer e se torna uma ferramenta estratégica de segurança pública e saúde. A prática esportiva ocupa o tempo, estabelece metas e cria um senso de identidade que protege o jovem das escolhas de risco.

O Poder da Rotina e da Disciplina

Dentro das quadras e campos da nossa cidade, o jovem aprende o valor do esforço e as consequências da falta de foco. O treinamento exige um corpo saudável e uma mente limpa, o que naturalmente afasta o interesse por substâncias entorpecentes. A disciplina imposta pelo técnico e o respeito aos companheiros de equipe formam o caráter necessário para dizer "não" às pressões externas. O esporte entrega o bem-estar que a droga apenas promete de forma ilusória.

A Responsabilidade da Gestão em Itajaí

A Lei nº 11.343/2006 é clara: o município tem o dever de promover a prevenção. Em Itajaí, temos uma estrutura robusta na FMEL que precisa ser utilizada como escudo. A presença de profissionais como psicólogos e assistentes sociais dentro da fundação permite identificar o jovem em risco antes que ele se perca para o tráfico ou para o vício.

Capacitação Técnica e Olhar Atento

Os professores e técnicos da FMEL precisam estar preparados para atuar como a primeira linha de defesa. Essa preparação ocorre através de treinamentos específicos para identificar sinais de mudanças bruscas de comportamento, queda no rendimento físico ou isolamento social dos alunos. O profissional capacitado sabe abordar o jovem com empatia e autoridade, transformando o treino em um espaço de diálogo e confiança, onde o acolhimento técnico precede o encaminhamento especializado.

Ações Estratégicas e o Futuro da Juventude

A gestão do esporte em Itajaí deve estabelecer protocolos que conectem o aluno em risco imediatamente à rede de apoio municipal. Levar nossas escolinhas para os bairros com maiores índices de criminalidade descentraliza o esporte e ocupa o território com saúde, retirando o espaço do tráfico. Ao transformarmos nossos festivais e competições em vitrines de cidadania, reafirmamos que o caminho do esporte é a única escolha viável. Investir nessas políticas protege a próxima geração de itajaienses e exige gestão focada no dia a dia da nossa cidade.


Airlon Jaques
Profissional Ed. Física, Gestor Público e Escritor.
Instagram @airlonjaques



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